segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Estados Unidos contra a revolução

O governo dos Estados Unidos não havia ocultado seu desgosto pelo triunfo da Revolução e, depois de promover uma mal intencionada campanha de imprensa, a qual se propôs a divulgar informações falsas sobre os acontecimentos de Cuba pelo redor do planeta, adotou uma política de perseguição sistemática contra Cuba, alentando e apoiando - inclusive financeiramente - a movimentos contra-revolucionários com o propósito único de desestabilizar o país.
Os obstáculos interpostos pelo presidente Manuel Urrutia às transformações revolucionárias provocaram em julho a renúncia de Fidel Castro ao cargo de primeiro-ministro ao qual retornaria dias depois em meio de manifestações da multidão em apoio as quais formam a causa da renúncia do presidente e de sua sucessão por Osvaldo Dorticós.
Em outubro aborta um levante militar em Camagüey orquestrado pelo chefe deste posto, o comandante Hebert Matos, em aberta associação de pessoas com fins questionáveis com latifundiários e outros elementos contra-revolucionários locais.
Entretanto, os crescentes atos de sabotagem e o terrorismo começaram a cobrar vítimas inocentes.
Para enfrentar a investida contra-revolucionária, se criaram as Milícias Nacionais Revolucionárias e os Comitês de Defesa da Revolução, organizações que, junto à Federação de Mulheres Cubanas, a Associação de Jovens Rebeldes e outras constituídas com posterioridade, possibilitaram uma participação mais ampla do povo na defesa da Revolução.
A permanente hostilidade norte-americana se materializa em sucessivas medidas encaminhadas a desestabilizar a economia cubana e isolar o país do resto da comunidade internacional.
A ela a Revolução responde com uma dinâmica política exterior que amplia as relações e estabelece convênios com outros países – incluindo os socialistas – em uma prova de sua firme decisão de romper a tradicional dependência comercial.
Em julho de 1960, após tomar conhecimento da supressão da cota açucareira cubana pelo governo de Washington, Fidel Castro anuncia a nacionalização de todas as propriedades norte-americanas na Ilha.
A esta medida, seguiria, poucos meses depois, a decisão de nacionalizar as empresas da burguesia cubana que, definitivamente alinhada junto aos Estados Unidos e os setores oligárquicos, haviam se entregado à sistemáticas manobras de descapitalização e sabotagem econômica.
Retaliações norte-americanas a Cuba
Mas as retaliações norte-americanas não se limitaram ao âmbito da economia, mas também tinham dimensões belicosas.
Enquanto fomentava a criação de organizações e grupos contra-revolucionários em distintas regiões do país, às quais provia armamento e outros abastecimentos, a administração Eisenhower – que rompe relações com Cuba em janeiro de 1961 – havia iniciado a preparação de uma brigada mercenária com o propósito de invadir a ilha.
A invasão se iniciaria em 17 de abril pela área de Playa Girón, após um bombardeio surpresa às bases aéreas cubanas.
A invasão fracassou com a falta de apoio da marinha dos EUA a força de desembarque a ilha.
No sepultamento das vítimas deste ataque, Fidel Castro proclamou o caráter socialista da Revolução, algo que se percebia já a partir das medidas tomadas nos meses finais de 1960.

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